Transição pediu pelo menos 20 prisões de bolsonaristas em atos antidemocráticos

    Equipe de Lula vê ‘alha clara’ e ‘conivência’ das Forças Armadas, além de ‘inércia’ da PF diante de crimes praticados por apoiadores de Bolsonaro

    Foto: Reprodução/Twitter

    Desde o fim do segundo turno das eleições, a equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu a prisão de ao menos 20 apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) envolvidos em atos antidemocráticos.

    De acordo com informações da coluna Painel, na Folha de S. Paulo, a avaliação que se faz é que tem havido omissão por parte dos órgãos que deveriam coibir a atuação destes grupos e dos crimes praticados por eles.

    Segundo a publicação, na tentativa de atentado a bomba ocorrida no sábado (24), por exemplo, a transição vê “falha clara” do Exército, que devia fiscalizar produtos controlados como os explosivos utilizados pelo bolsonarista George Washington de Oliveira Sousa.

    Conforme informou a Polícia Civil do Distrito Federal, o homem dirigiu-se a Brasília do Pará em uma caminhonete com “duas escopetas calibre 12, dois revólveres calibre .357, três pistolas, sendo duas Glocks e uma CZ Shadow, um fuzil Springfield calibre .308, mais de mil munições de diversos calibres e cinco bananas de dinamite”.

    Para o GT de Justiça e Segurança Pública da transição há também conivência das Forças Armadas ao permitir a manutenção dos acampamentos de apoiadores de Bolsonaro nas imediações dos quartéis, nos quais “organizações criminosas usam área militar para a prática de crimes, como o terrorismo”.

    A equipe de Lula aponta ainda inércia da Polícia Federal, que após atos de vandalismo como incêndios de carros e ônibus no dia da diplomação do presidente eleito, determinou investigação por dano ao patrimônio e lesão a um policial, mas não por terrorismo.