‘Quem é que pode tirar o auxílio?’, indaga prefeito em defesa da PEC da Transição

    Para o gestor da capital, após um ano o novo governo poderá ajustar as contas e enquadrar o benefício no teto de gastos

    Foto: Betto Jr./Secom

    O prefeito de Salvador, Bruno Reis, defendeu nesta segunda-feira (26) a posição do Congresso Nacional de aprovar a PEC da Transição, proposta pelo gabinete do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A norma permite, principalmente, o espaço fiscal para o pagamento do auxílio do Bolsa Família de no mínimo R$ 600. No orçamento original, o benefício passaria para R$ 405 a partir de janeiro.

    “Quem é que hoje pode tirar o auxílio emergencial de R$ 600 para 275 mil pessoas que vivem aqui em Salvador em condição de pobreza ou extrema pobreza?”, indagou o gestor da capital, em resposta ao bahia.ba durante  apresentação do funcionamento do Festival Virada Salvador.

    Bruno ressaltou que o texto final casou com o entendimento que ele defendia, de dar um ano para o próximo presidente ajustar as contas, aumentar as receitas via crescimento da economia e a partir de 2024 o bolsa família voltaria a ficar enquadrado na regra do teto de gastos – ou em outra âncora proposta pelo governo eleito.

    “Era natural que um governo novo, que chega com o orçamento já definido, que chega com os compromissos assumidos no período eleitoral, que ele tivesse esse período de um ano”, ponderou Bruno.