Retirada de bolsonaristas do QG será ‘compulsória’, caso aja resistência, afirma Dino

    O futuro ministro da Justiça acredita que até quinta-feira (29), os apoiadores do presidente deixem o local

    Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

    O ex-governador do Maranhão e futuro ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB), afirmou que o atual governo e o próximo estão dialogando para que os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) que estão acampados em frente à Base Administrativa do Quartel-General do Exército, em Brasília, tenham uma “retirada compulsória”, caso o diálogo “se esgote”. As informações são do portal Metrópoles.

    “Temos uma linha de diálogo, que é conduzida pelo governo do Distrito Federal e pelo ministro Múcio, que lidera esse trabalho e é a área dele. E há, progressivamente, passos que estão sendo dados a partir do convencimento, das próprias Forças Armadas, que aquilo ali constitui um risco às próprias instalações militares”, explica Dino sobre a primeira linha de condução.

    O futuro ministro ainda enfatizou que acredita que, até quinta-feira (29), o espaço militar, que fica localizado a poucos metros do centro de capital federal, onde será realizada a cerimônia de posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já estará desocupado.

    “Eu acredito, firmemente, que a partir dos relatos que tivemos que a partir de quinta-feira essa desocupação em Brasília vai acontecer. Depois desse prazo, todos os cenários vão ser examinados”, afirmou Dino.

    Caso o cenário vislumbrado não seja concretizado, uma segunda possibilidade será colocada em prática.

    “Nós temos uma segunda possibilidade, apenas esgotada a primeira que é a do diálogo, haverá a segunda, que é uma desocupação compulsória. Todas as indicações vão no sentido de que haverá a desocupação voluntária nos próximos dias. Por isso, vamos esperar esse cenário se concretizar para aí decidir na quinta-feira o que faremos”, explicou.