Fernando Haddad toma posse como ministro da Fazenda

    Prioridade, segundo o ministro, será fazer o Brasil crescer com responsabilidade, sustentabilidade e geração de empregos

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Fernando Haddad tomou posse nesta segunda-feira (2), como ministro da Fazenda do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília (DF). Ele é advogado, mestre em Economia, professor e ex-prefeito de São Paulo.

    Em seu discurso de posse, Haddad ressaltou que a prioridade é trabalhar com ênfase na recuperação das contas públicas e foco no combate à inflação.
    “É preciso fazer o Brasil voltar a crescer com sustentabilidade e responsabilidade, mas, principalmente com responsabilidade social, geração de empregos, oportunidades, renda, salários dignos e preços mais justos”, afirmou.

    Segundo Haddad “essa é a síntese da missão, recebida do presidente Lula”. O atual ministro se comprometeu a entregar uma nova âncora fiscal ainda no primeiro semestre deste ano, sendo este, um dos compromissos firmados para a aprovação da PEC da Transição pelo Congresso Nacional.

    “Assumo com todos vocês o compromisso de enviar, ainda no primeiro semestre, ao Congresso Nacional, a proposta de uma nova âncora fiscal, que organize as contas públicas, que seja confiável, e, principalmente, respeitada e cumprida”, destacou.

    Indicadores

    Segundo o ministro, é necessário colocar os indicadores no rumo certo, onde um Estado Forte não significa especificamente um Estado grande e obeso, mas sim, um Estado que entrega com responsabilidade aquilo que está previsto na Constituição.

    “Não queremos nem mais e nem menos do que os direitos dos cidadãos respeitados, e isto inclui a responsabilidade fiscal, que precisa caminhar junta à política monetária. Elas precisam estar harmonizadas em uma política econômica, para o Brasil se recuperar”, pontuou.

    De acordo com Haddad, é fundamental a implementação de medidas necessárias para estabelecer a confiança dos investidores e o país voltar a crescer, “é preciso fazer o Brasil voltar a crescer com sustentabilidade e responsabilidade”.