Lula contabiliza erros de seu governo no tratamento de radicais em Brasília

    Um dos nomes que circula entre os membros do governo é do ministro da Defesa, José Múcio, para quem os atos eram pacíficos

    Foto: Ricardo Stuckert / PR

    Um dia após a invasão a prédios públicos em Brasília, o presidente Lula (PT) avalia que figuras do seu governo erraram no tratamento dos atos golpistas que se instalaram na capital federal.

    Um dos nomes que circula entre os membros do governo é do ministro da Defesa, José Múcio, para quem os atos eram pacíficos e seriam desarmados com o tempo, sem a necessidade de repressão.

    “Aquelas manifestações no acampamento, e eu digo com muita autoridade porque tenho familiares e amigos lá, é uma manifestação da democracia”, disse Múcio a jornalistas em entrevista coletiva pouco depois de assumir o cargo.

    Segundo Lula afirmou a outros ministros de sua equipe, faltou pulso firme e visão real de Múcio, e portanto de seu próprio governo, sobre o perigo que golpistas acampados em plena área militar representavam.

    Teria sido necessária uma medida mais firme para dispersar os acampamentos, o que só começou a ser feito nesta segunda (9).

    Há uma avaliação de que falharam também áreas de inteligência do Ministério da Justiça, comandado por Flávio Dino, e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que não monitoraram adequadamente a chegada em Brasília de bolsonaristas golpistas em mais de 80 ônibus.