Podemos deve ficar fora da reforma administrativa de Bruno Reis: ‘não fomos procurados’

    O presidente da legenda em Salvador afirma que o partido "tem bons quadros"; A legenda é aliada do prefeito na CMS

    Foto: Reprodução/Redes Sociais (George da Hora Jr.) e Jorge Oliveira/bahia.ba

    A mudança do secretariado da Prefeitura de Salvador não deve contemplar todos os seus aliados. O presidente municipal do partido Podemos, George da Hora Júnior, confessou ao bahia.ba que a legenda “ainda não foi procurada para dialogar sobre a reforma administrativa”

    O dirigente ainda afirmou que o partido está “muito disposto e à vontade para conversar com ele [Bruno Reis] sobre isso”. O anúncio dos novos secretários deve ser realizado na segunda-feira (16) pelo chefe do Executivo municipal.

    “Estou vendo que já está na fase final, né? Esse anúncio da reforma administrativa dele. […], Então não tem nomes a indicar, sendo que não fomos procurados”, lamentou. “Ele [Bruno Reis] tem uns bons quadros”, completou.

    Os ‘bons quadros’ considerados pelo dirigente leva em conta o vereador Sidninho e Toinho Carolino, que entra na Câmara Municipal (CMS) no lugar do vereador Emerson Penalva (PDT), eleito deputado estadual. Deve integrar o partido, o também vereador Ricardo Almeida (PSC), a sigla se uniu ao Podemos, após o processo nacional de fusão que ainda será homologado pela Justiça Eleitoral.

    Podemos no âmbito Estadual

    Questionado pelo bahia.ba sobre a possibilidade do partido apoiar o governador Jerônimo Rodrigues (PT) na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), George Júnior, frisou que ainda é preciso ter um diálogo com os membros do partido.

    “É uma conversa que a gente precisa ter internamente no partido. O partido tem um deputado estadual, que é o Laerte do Vando, que está vindo para cá com essa incorporação do PSC. É preciso a gente conversar com o deputado federal e deputado estadual do partido, como um todo para poder a gente tomar uma decisão enquanto partido”, declarou.

    Ainda durante a conversa, o dirigente municipal faz uma crítica sobre as decisões partidárias. “Eu acho que tem se falado muito individualmente e pouco em partido. A minha finalidade, a minha função é falar do partido quanto partido”, concluiu.