Ex-comandante da PMDF nega omissão durante atos golpistas, em Brasília

    Durante audiência de custódia, o militar afirmou que não "viu [a atuação dos] policiais do Legislativo" na ocasião

    Foto: Paulo H.Carvalho/Agência Brasília

    O ex-comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Fábio Vieira, preso por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, negou omissão durante os atos golpistas, que aconteceram no dia 8 de janeiro, nas sedes dos três Poderes – Palácio do Planalto, Congresso Nacional e STF, em Brasília.

    Em audiência de custódia, o militar afirmou que não “viu [a atuação dos] policiais do Legislativo” na ocasião. A audiência foi realizada no dia 12 de janeiro, mas o seu conteúdo se tornou público nesta terça-feira (24).

    “O dispositivo da PM era o dispositivo-padrão: uma linha na frente, acompanhando todo o gradil, do Ministério da Justiça ao Itamaraty. Eles [os extremistas] romperem o gradil, não se viu policiais do Legislativo. Que, no STF, quando chegou, viu um efetivo muito pequeno da polícia judicial”, declarou.

    O ex-comandante também afirmou que o PM e a Governo do DF tentaram desmobilizar o acampamento em frente ao QG do Exército, mas não houve resposta pelas Forças Armadas.

    “A PMDF chegou a mobilizar cerca de 500 policiais militares, mas o Exército entendeu que era melhor eles fazerem essa desmobilização utilizando seus próprios meios. A permanência do acampamento contribuiu muito para o ocorrido no dia 8. A PMDF tomou conhecimento de toda manifestação ou evento por uma reunião na Secretaria de Segurança Pública, pela Subsecretaria de Operações Integradas. O comandante-geral não participa dessas reuniões, tampouco do planejamento”, pontuou.