Justiça do DF pede transferência de extremistas para estados de origem

    Juíza Leyla Cury, da Vara de Execuções Penais, alega superlotação do sistema carcerário de Brasília provocada pelos presos decorrentes dos atos golpistas 8 de janeiro

    Foto: reprodução/redes sociais

    A juíza da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, Leyla Cury, pediu ao Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT) a transferência de presos nos atos golpistas de 8 de janeiro aos estados de origem. A magistrada quer que o TJDFT solicite ao Supremo Tribunal Federal a mudança definitiva dos custodiados que não morem no DF.

    Segundo a juíza de Execuções Penais, o sistema prisional de Brasília ficou superlotado pelo “incremento repentino dessa quantidade de pessoas na população carcerária local. Mais de 1,3 mil pessoas continuaram na cadeia após passarem por audiência de custódia, destes 925 teriam origem em outro estado. Os radicais detidos, após triagem, foram transferidos para a Papuda e as presas para uma unidade chamada de Colmeia.

    A juíza argumentou que a mudança permitiria o contato dos presos com familiares e amigos, “nos termos da legislação vigente”. Leila Cury destacou, no ofício ao Tribunal de Justiça, que a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape) suspendeu parte das atividades administrativas até terça-feira (31/1) em razão destes novos presos.

    “Ocorre, porém, que caso essas medidas permaneçam suspensas por mais tempo tal circunstância certamente trará efeitos negativos, não apenas para a Seape/DF, como para esta VEP/DF, porque a presença dessas pessoas no sistema prisional local impacta sobremaneira a gestão das unidades prisionais e, igualmente, traz efeitos sobre o funcionamento deste juízo”, completou a juíza.