‘Exoneraço’ no Incra está sendo ‘alinhavado’ pelo ministro Paulo Teixeira

    A exoneração de 19 superintendentes regionais do Instituto contempla uma demanda apresentada por movimentos populares do campo

    Foto: Najara Souza/Câmara dos Deputados

    Um ‘exoneraço’ no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) está sendo ‘alinhavado’ Ministério do Desenvolvimento Agrário para os próximos dias. A exoneração de 19 superintendentes regionais do Instituto contempla uma demanda apresentada por movimentos populares do campo, que cobravam uma ação enérgica da pasta em relação aos dirigentes.

    Desde que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi iniciado, apenas seis superintendentes do órgão foram exonerados e a permanência de gestores indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) quase um mês após a posse do petista tem incomodado grupos como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que revelam a ocorrência de problemas junto a assentamentos e acampamentos, conforme a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.

    “Suspendi as demissões em face das eleições na Câmara e no Senado”, afirma o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, à coluna. De acordo com o chefe da pasta, um novo presidente também deve ser indicado para o Incra ainda nesta semana. Atualmente, a autarquia está sob o comando de um substituto, César Fernando Schiavon Aldrighi.

    Entre os superintendentes que devem ser exonerados há ex-assessores parlamentares, um profissional da contabilidade e um ex-coordenador financeiro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Messejana —todos nomeados para as direções estaduais do órgão pelo governo de Jair Bolsonaro.