Colbert reitera ‘cobranças’ à segurança e à regulação da saúde do estado

    Prefeito de Feira prometeu apresentar as críticas ao governador Jerônimo Rodrigues; gestor do Estado avalia que o emedebista "está falando demais"

    Foto: Matheus Morais/bahia.ba

    Presente na solenidade de posse da nova legislatura na Assembleia, o prefeito de Feira, Colbert Martins (MDB), reiterou nesta tarde as críticas à regulação na assistência à saúde estadual e à segurança pública. A seu ver, “o que tenho feito não são críticas, o que eu tenho feito são absolutamente cobranças pela violência que tem no estado”. Segundo Colbert, “essa conversa vai ser tida também com o governador (Jerônimo Rodrigues, do PT) dentro do nível de respeito que nós temos um pelo outro. Não vão me calar”.

    O prefeito de Feira informou que enviou ofício à Secretaria de Relações Institucionais do governo estadual no dia 3 de janeiro, solicitando audiência com o governador. A conversa, quando acontecer, não deve ser tranquila. No mesmo evento, Jerônimo deixou claro que também tem queixas quanto à condução da prefeitura feirense. “Ele precisa soltar o microfone e vim com a gente construir uma Feira melhor”.

    Segundo relato de Colbert, no ano passado 470 pessoas perderam a vida em Feira de Santana a espera de uma vaga na fila da regulação, enquanto 370 foram mortos a bala ou por outro tipo de crime. “Em Feira se morreu mais na fila da regulação do que por crime”, arrematou. O prefeito disse que, ainda assim, as ações de segurança precisam ser reforçadas e isso ainda não aconteceu no governo atual.

    MDB

    Na contramão da posição política de emedebistas como o vice-governador Geraldo Júnior e o ex-ministro Geddel Vieira Lima, Colbert Martins é frequentemente associado a uma mudança partidária. O prefeito nega que possa sair da legenda. “Quando entrei no MDB não teve convite nem de Geddel e nem de Geraldo”, rebateu. Ele garante que, no diretório nacional, mantém bom relacionamento com o presidente Baleia Rossi e com o ex-presidente da República e do partido, Michel Temer.

    Colbert aproveitou para defender Temer e criticar o presidente Lula, que em viagem a Argentina disse que o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff como golpe – que resultou na posse no cargo de Temer. “É mentira. Não teve golpe nenhum. O mesmo Supremo Tribunal Federal que disse que as ações contra Lula estavam errada é o mesmo supremo que disse que Dilma fez pedaladas”, disse, referindo-se a operações orçamentárias usadas como argumento no processo de impedimento.