Kiki admite disputa interna pela CCJ e prevê ‘calmaria’ na Câmara na gestão Muniz

    O líder do governo minimizou o impacto da rivalidade dos aliados e disse estar otimista com a abertura do novo ano legislativo

    Foto: Fernanda Chagas / bahia.ba

    Líder do governo na Câmara Municipal de Salvador (CMS), o vereador Kiki Bispo (União Brasil) admitiu ao bahia.ba, nesta quinta-feira (2), a existência de uma disputa interna pela presidência das comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Orçamento, mas minimizou o impacto da rivalidade entre os aliados do prefeito Bruno Reis (União Brasil).

    Segundo o edil, “é natural, pela importância da presidência desses dois colegiados, que dentro da base tenha essa disputa dentre alguns vereadores”. “Feliz da Câmara que tem vereadores qualificados que possam, de fato, exercer essa função que é fundamental para o exercício do ano legislativo”, pontuou Kiki, que prevê para esta sexta-feira (3) uma definição dos nomes indicados pela base do governo, para que na segunda (6) já sejam formadas as comissões.

    “São dois colegiados importantes, portanto, nós temos dialogado com os partidos da base para que possamos aí, proporcionalmente também – essa vai será a mesma premissa -, pra que elas possam estar indicando os membros. E acredito que até amanhã a gente possa já estar com essa questão já muito bem afunilada e com os nomes da base do governo definidos nas comissões temáticas”, afirmou o vereador.

     

    APÓS TUMULTUADA GESTÃO DE GERALDO, KIKI ESPERA ‘CALMARIA’ COM MUNIZ NA PRESIDÊNCIA

    Após o período turbulento no qual o vice-governador Geraldo Júnior (MDB) ocupava a presidência da CMS, o líder do governo disse estar otimista com a abertura do novo ano legislativo sob comando de Carlos Muniz (PTB).

    “A gente espera que a calmaria tome conta dos ânimos, e que possa aí ter a premissa de dialogar, que a gente possa ter como escopo principal produzir leis eficazes que possamos desenvolver a nossa cidade”, disse Kiki, que ao prever uma relação mais harmônica na casa, afirmou que o clima tumultuado de 2022 “foi um fato atípico” e “contaminado pela questão eleitoral”, que teria se sobreposto ao previsto pelo regimento interno.

    “Estou muito feliz, primeiro porque o novo presidente Carlos Muniz vem cumprindo aquilo que foi acordado lá atrás. No final do ano passado, a gente buscou um entendimento de formar as comissões respeitando a sua proporcionalidade. O governo ocupará a CCJ e também o Orçamento, que são as duas principais comissões da casa, das 13 existentes atualmente”, pontuou.