Criticado por Lula, presidente do BC pode ser exonerado por descumprir metas de inflação

    Entendimento tem como base a lei que definiu a autonomia do Banco Central, segundo a qual, o presidente pode ser destituído por ‘desempenho insuficiente’

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

     

    Alvo crescente de críticas por parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e integrantes do governo por conta das altas taxas de juros, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, pode ser exonerado da função.

    De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, a avaliação é que Campos Neto poderia cair por descumprir a meta de inflação por dois anos consecutivos na gestão Bolsonaro, em 2021 e 2022.

    O entendimento tem como base a Lei 179/19, que definiu a autonomia do Banco Central. A legislação determina que o presidente da instituição pode ser exonerado se “comprovado e recorrente desempenho insuficiente para o alcance dos objetivos do Banco Central do Brasil”.

    Segundo a publicação, apesar de aberta essa possibilidade, o governo tem consciência de que a tarefa seria árdua, já que poderia gerar grande impacto econômico. Além disso, outro entrave é que a proposta de derrubar Campos Neto teria que ser aprovada por maioria absoluta pelo Senado.