Em ata, BC avalia que pacote de Haddad pode reduzir pressão inflacionária

    Documento divulgado nesta terça-feira explica as razões para a manutenção da Selic em 13,75%, decidida na semana passada

    Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

    O cenário atual apresenta piora nas expectativas de inflação de longo prazo, o “que pode significar manter os juros básicos da economia nos 13,75% atuais, ou até elevar ainda mais esse percentual”. Por outro lado, as medidas anunciadas no mês passado pelo novo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, podem reduzir – caso sejam implantadas – estas pressões. A avaliação é do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, em ata divulgada nesta terça-feira (7).

    O documento detalha a análise feita na última reunião do colegiado do BC, que na quarta-feira passada (1º) manteve a taxa dos juros básicos Selic em 13,75% ao ano. Na ata, os diretores da autoridade monetária reafirmaram o receio com o aumento de gastos do Executivo.

    “Os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária, que apresentam maior inércia inflacionária, mantêm-se acima do intervalo compatível com o cumprimento da meta para a inflação”, afirmou o Copom, na ata.

    A citação ao plano de Haddad ajudou a reduzir as tensões entre o presidente do BC, Roberto Campos Neto, e Executivo federal. O presidente Lula considerou “uma vergonha esse aumento de juros“, criticando a explicação dada no dia da decisão.

    Nesta terça (7), o ministro da Fazenda avaliou a ata como melhor do que o comunicado em que o Copom anunciou a taxa Selic atual “(Está)mais extensa, mais analítica, mais amigável em relação aos próximos passos. Considero que a ata deu um passo melhor do que o comunicado. Vamos passo a passo”, disse. Com informações do G1 e da CNN Brasil.