Lídice aponta ‘péssimo’ cadastramento de ambulantes e critica falta de inclusão no Carnaval

    ‘Precisamos dar outro tratamento mais humanitário a aqueles que querem trabalhar’, disse a deputada, que classificou a festa como ‘concentrador de renda’

    Foto: Cássio Santana/bahia.ba

    A deputada federal Lídice da Mata (PSB), que já ocupou a prefeitura de Salvador entre os anos de 1993 e 1996, classificou como “péssimo” o imbróglio no cadastramento de ambulantes para as festas populares e o Carnaval da capital baiana este ano, incluindo longas filas, confusão e muitas queixas.

    “Acho péssimo, acho que isso é uma demonstração de que esse setor é sempre tratado de uma maneira secundária”, declarou a parlamentar ao bahia.ba, nesta segunda-feira (13), durante a apresentação do planejamento da Operação Carnaval 2023, pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).

    Apesar das críticas à gestão do prefeito Bruno Reis (União Brasil), Lídice admite que “não é um problema fácil” de resolver, visto que a cidade tem uma economia informal grande.

    “A crise que nós estamos de desemprego é grande também, então é natural que haja uma grande corrida pra essas posições. Só que acho que falta um pouco de planejamento, de antecipar esse processo de cadastramento, de criar alternativas descentralizadas para que isso possa acontecer”, pontuou a parlamentar.

    Lídice da Mata lembrou do passado, quando eram comuns “cenas terríveis” de ambulantes fugindo da polícia para não ter mercadorias apreendidas, no chamado “rapa”, celebrou o fim destas práticas, mas cobrou soluções por parte da gestão municipal para a inclusão destes trabalhadores no Carnaval.

    “Agora nós precisamos dar outro tratamento mais humanitário àqueles que querem trabalhar. Apenas isso, um espaço para o seu trabalho, num carnaval que é concentrador de renda”, afirmou a deputada, segundo a qual, a concentração da riqueza, além de prejudicar a vida dos mais pobres, também é ruim para a economia. “A economia não se movimenta, a renda concentrada aumenta a inflação”, afirmou.

    “O Carnaval é um grande momento da economia da cidade, e ele tem que ser pensado como cadeia. E pensado não apenas nos blocos,nas atrações, dos camarotes, mas nas pequenas atividades que distribuem renda”, defendeu a parlamentar.