Jerônimo promete rigor na fiscalização do sistema ferry-boat

    'A intenção é a gente chamar, responsabilizar, punir a empresa quando for preciso', disse o governador, no evento em que apresentou o esquema de segurança no Carnaval

    Foto: Cássio Santana/bahia.ba

    O governador Jerônimo Rodrigues (PT) garantiu nesta segunda-feira (13) que vai chamar e cobrar responsabilidade da Internacional Travessias a respeito da qualidade do serviço prestado na operação do ferry-boat Salvador-Itaparica. Em entrevista à imprensa durante a apresentação da operação de segurança no Carnaval 2023, no Batalhão Especializado de Policiamento (Bepe), Jerônimo afirmou que já conversou três vezes com a Agerba – agência reguladora do modal – para debater a qualidade no atendimento.

    “A intenção é a gente chamar, responsabilizar e punir a empresa quando for preciso”, disse o chefe do Executivo. Neste verão, além das filas e atrasos, duas embarcações colidiram, e o Ministério Público do Trabalho abriu uma investigação para averiguar as condições de trabalho na concessão. Para o governador, três aspectos devem ser ajustados visando um melhor atendimento no próximo verão: a ampliação do número de berços/gavetas de atracação, a dragagem no terminal de Bom Despacho – visando diminuir os danos às embarcações – e a melhoria na qualidade dos ferries.

    “Precisamos ter duas gavetas. Só temos uma. Se só tem uma temos que aguardar o ferry encostar, desembarcar e embarcar para sair. Estamos cuidando para ter mais uma gaveta aqui e em Itaparica”, explanou Jerônimo. Apesar da cobrança sobre a concessionária, o gestor defende uma cautela maior antes de se caminhar para o distrato com a concessionária. “O que a gente vai colocar no lugar? Tem que ter esse cuidado. A gente não pode é entrar em colapso”, argumentou.

    Na avaliação de Jerônimo, o problema nesta temporada tem sido no transporte de automóveis. Ele relatou que no começo do ano as duas embarcações com maior capacidade de carregar veículos estavam em manutenção. Sobre o número de ferries, a compra de equipamentos novos é mais complexa, pois não existe fornecedor na América.

    Ponte

    Jerônimo Rodrigues aproveitou o tema abordado na coletiva para negar especulações de que a realização da obra da ponte Salvador-Itaparica – uma das prioridades de sua gestão – represente o fim do sistema ferry-boat. “Nós não vamos tirar do radar da gente o cuidado com o ferry”, declarou. “Mesmo com a ponte nós vamos precisar continuar tendo o ferry-boat para uma emergência, para as pessoas que gostam do ferry e para fazer turismo”.