Vice-líder do governo na CMS diz que indicação de Aline Peixoto ao TCM é ‘imoral’

    'Como será essa atuação, partidária ou imparcial?', questionou o vereador aliado a Bruno Reis (União)

    Foto: bahia.ba

    Na manhã de terça-feira (14), o vice-líder do governo na Câmara Municipal de Salvador (CMS), Téo Senna (PSDB), criticou a indicação da ex-primeira-dama do estado, esposa do ministro Rui Costa (PT), Aline Peixoto, para a vaga de conselheira do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).

    “Admira que o PT e os partidos de esquerda, que criticam tudo e todos quando é conveniente para eles, sejam coniventes com a indicação da ex-primeira-dama, que é enfermeira, para ser conselheira do TCM, sem nenhum conhecimento técnico para atuar no órgão”, criticou Senna.

    O edil também apontou a questão da parcialidade da atuação de Peixoto, caso venha ser concretizada a indicação. “Uma vez que trata-se da esposa de um político atuando em órgão de controle e fiscalização dos poderes Executivo e Legislativo de todo o estado, como será essa atuação, partidária ou imparcial? Na verdade, é Rui Costa querendo impor a candidatura, que é imoral”, disse o vereador.

    O vereador lembra que caso seja escolhida pela Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) para o cargo, Peixoto receberá R$ 41 mil por mês e terá um cargo vitalício.

    Na terça-feira (14), o vereador Cláudio Tinoco (União Brasil) criticou o silêncio da base governista, sobretudo a do ex-governador Rui Costa (PT) sobre a indicação de Aline Peixoto ao TCM. Na opinião do vereador, Rui está em silêncio para “não se expor”.

    “A indicação da ex-primeira-dama Aline Peixoto é coberta por uma intenção de ordem pessoal do ex-governador Rui Costa. Isso é evidente e está disposto exatamente na abordagem direta dele junto aos deputados estaduais. A gente lamenta que uma tradição de uma associação como a Assembleia Legislativa (Alba), de ter conselheiros oriundos da Casa, seja tracionada por um interesse particular do ex-governador”, disse o também aliado do prefeito Bruno Reis na ocasião.