Após Lula negar munição, Alemanha veta exportação de blindado brasileiro

    A venda havia sido fechada em 2021 entre a empresa israelense Elbit e o Exército do país asiático

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    Foto: Reprodução Flickr (Lula Oficial)/ Ricardo Stuckert

     

    A Alemanha decidiu embargar a exportação de 28 blindados fabricados no Brasil para as Filipinas, movimento que, segundo  a Revista Veja, é visto no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como retaliação pela negativa do presidente de vender munição de tanques para Berlim repassar à Ucrânia em sua luta contra a Rússia.

    Segundo a revista, a venda havia sido fechada em 2021 entre a empresa israelense Elbit e o Exército do país asiático, incluindo tanques e outros materiais de defesa, incluindo blindados de transporte de tropas. Neste último item, a Elbit escolheu o modelo brasileiro Guarani, desenvolvido em parceria pelo Exército Brasileiro com a empresa italiana Iveco e fabricado em Sete Lagoas (MG).

    A Alemanha alegou, segundo informações extraoficiais do Ministério da Defesa já que se trata de um negócio privado, que os componentes de origem germânica do blindado não podem ser vendidos a terceiros sem sua autorização. Como isso, o Escritório Federal de Economia e Controle de Exportação determinou a suspensão do envio.

    Em janeiro, a Folha revelou que Lula havia se recusado a repassar R$ 25 milhões em munições para tanques Leopard-1 que a Alemanha tem estoque e pretendia mandar para Kiev, alegando que não seria o caso de se antagonizar com a Rússia na guerra.