Governo deseja reajustar bolsa família pela inflação e a cada dois anos

    Ministério de Desenvolvimento e Assistência Social confirmou também que não haverá pagamento de 13º salário

    Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

    Relançado na quinta-feira (2), o programa Bolsa Família deve ter reajuste a cada dois anos, com os valores corrigidos pela inflação do período. Com a inclusão de benefícios extra para grávida e cada filho menor de idade, o benefício terá uma média de R$ 260 por cada pessoa beneficiada.

    Os dados da nova versão do programa foram detalhados nesta sexta-feira (3) pelo Ministério de Desenvolvimento e Assistência Social. O primeiro pagamento do novo Bolsa Família começa no dia 20 deste mês. Não há previsão de pagamento de uma 13ª parcela anual.

    O titular da pasta, senador licenciado Wellington Dias, confirmou que serão contratadas 12 mil pessoas para atualizar o Cadastro Único que define quem tem direito ao bolsa família. A atualização será feita deste mês a dezembro deste ano, depois de um pente fino inicial que excluiu 1,4 milhão de famílias do programa.

    Cerca de 1 milhão foram retirada por ferirem o critério de renda per capita familiar do programa, enquanto 393,5 mil descumpriram – segundo o governo – regras para o cadastro de famílias formada por uma pessoa. Outras 4,1 mil deixaram voluntariamente o programa.

    “O número exato [de beneficiários irregulares] só sai com a conclusão [da revisão do cadastro]. Mas são muito fortes os indícios de que, no mínimo, mais 1 milhão não preenchem os requisitos”, afirmou Wellington Dias. O ministro informou que a saída destes beneficiários liberou R$ 471 milhões do programa, que poderão ser usados para novos beneficiários.

    No trabalho de atualização, as famílias serão chamadas aos CRAS para atualizar os dados. Eventuais bloqueios começam em maio em caso de não comparecimento do beneficiário (até dezembro), com cancelamento imediato do programa caso o recebimento seja classificado como indevido. Fontes: G1 e UOL