Bruno sinaliza que federação PP-União deve apoiar governo Lula e critica taxa de juros

    'Ontem, no encontro com os prefeitos, eu disse isso ao presidente: 'nós torcemos para o sucesso do governo Lula'', destacou o prefeito

    Foto: Cássio Santana/bahia.ba

    Depois de confirmar a saída do Avante das negociações para a formação da federação entre o Partido Progressistas (PP) e o União Brasil (UB), o prefeito de Salvador, Bruno Reis (UB), comentou se o grupo apoiará o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Eventual federação entre o PP e o União, resultaria numa representação com 108 deputados na Câmara.

    Questionado em coletiva de imprensa se a federação estará alinhada com as pautas do governo petista, Bruno enfatizou que o bloco “votará a favor do que for bom para o país”. O prefeito esteve reunido com o presidente da República nesta segunda-feira (6), em Brasília, junto a outros integrantes da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), para discutir a dificuldade enfrentada pelos municípios com o transporte público.

    “Ontem, no encontro com os prefeitos, eu disse isso ao presidente: ‘nós torcemos para o sucesso do governo Lula’. Podem contar com os prefeitos no que for importante e no que for bom para o país, a gente deixou claro isso, inclusive mobilizando nossas bancadas e deputados. Esse também é o pensamento do União e do PP de poder apoiar todas as matérias que forem fundamentais para o Brasil avançar”, completou.

    Na ocasião, Bruno Reis seguiu a movimentação do presidente Lula e criticou o patamar mantido pelo Banco Central (BC) para a Selic, taxa de juros básica no Brasil. Conforme o prefeito, se a taxa continuar em 13,75% – o maior nível em mais de seis anos – o país vai acabar entrando em recessão.

    “Como é que a gente tem uma inflação aí chegando aos 6% e a taxa Selic está mais do que o dobro disso? Há um descompasso nisso. Se taxa Selic ficar nesse valor, a gente vai acabar entrando numa recessão no país, porque tá difícil conseguir crédito. As pessoas vão preferir especular com seu dinheiro ao invés de investir, pela rentabilidade que tem. É um consenso que essa taxa precisa cair e que o Congresso tem que adotar medidas para isso. E terá o apoio do União Brasil. Se a federação sair, estaremos ainda mais fortalecidos pra ajudar nessas mudanças que são importantes para o nosso país”, completou.