PV já condiciona ‘independência’ em caso de não ser contemplado pelo governo

    Para Ivanilson Gomes, falta reconhecimento pelo empenho dos verdes na campanha desde o início do processo

    Foto: Reprodução/Instagram

     

    O Partido Verde (PV), que integra a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB) e PV), já condiciona ‘independência’ em caso de a sigla não ser comtemplada pela atual gestão petista [governador Jerônimo Rodrigues]. Segundo o presidente estadual do PV, Ivanilson Gomes, levando em consideração que tanto o PT quanto o PCdoB estão amplamente agraciados no governo com cargos no alto escalão, a avaliação, segundo ele, é que falta reconhecimento pelo empenho dos verdes na campanha desde o início do processo.

    “Conosco nada avança, o que para nós é lamentável e nos deixa sem entender, diante de todo nosso esforço, inclusive, não apenas na campanha estadual, como na nacional. E isso, não é um bom recado para a sociedade, o mínimo que se espera é que esses partidos estejam dentro da gestão, ajudando a executar esses projetos de poder e, o PV está, no mínimo, sendo desrespeitado. Mas, estamos tranquilos porque nossos quadros estão à disposição para colaborar, mas se esse não for o desejo, vida que segue, vamos seguir nossa trincheira de luta. Não está no nosso radar nos tornamos oposição, mas, é fato, que nesse caso, seguiremos mais independentes, basta [o governo] sair de cima do muro”, elencou o presidente, em conversa com o bahia.ba.

    O partido inicialmente nutria a expectativa pelos comandos da Secretaria de Meio Ambiente (Sema) e pela chefia do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), mas foi preterido e como prêmio de consolação estaria na lista a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) e a Empresa Gráfica da Bahia (Egba). Contudo, conforme já antecipado pelo bahia.ba, para complicar ainda mais a situação do PV, o PSB, que mantém o comando da CMPM, entrou na briga pela manutenção do posto ou por alguma alternativa que recompense a perda.

    “Nesse caso, o governador precisa ter um olhar mais atento para o aliado que não tem espaço”, alertou Gomes.