‘Não dá pra dar opinião com base em conjecturas’, diz Bruno sobre federação PSB-PDT

    Prefeito esquivou de comentar implicações de eventual aliança entre os dois partidos para o cenário de Salvador

    Foto: Jorge Jesus/bahia.ba

    Após apontar as federações como tendências políticas e citar as costuras entre PSB e PDT, em Brasília (DF), o prefeito Bruno Reis (UB) se esquivou de comentar o tema e as implicações de uma eventual aliança para o cenário de Salvador.

    Isto porque os dois partidos estão na base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas o PDT de local integra a gestão municipal e figura como oposição ao governador Jerônimo Rodrigues (PT), enquanto o PSB caminha junto às gestões petista.

    “Gente, não dá pra a gente dar opinião com base em conjecturas. As conversas que eu ouvi lá de representantes do PSB e do PDT é de que eles avançariam pra isso”, disse o gestor municipal, nesta quarta-feira (15), em coletiva de imprensa, destacando que no momento “dirimir divergências regionais” há obstáculos para todos os partidos, a exemplo do que vem ocorrendo entre sua sigla, União Brasil, e o Progressistas.

    “Por exemplo, aqui na Bahia, entre União e PP não tem problema, tá pacificado. Mas tem estados que tem problema. Rio de Janeiro é um problema, Pernambuco é um problema, Acre é um problema. Então, a gente está tentando vencer essas barreiras e esses partidos vão ter essas mesmas dificuldades”, argumentou Bruno Reis.

    Sem responder se estaria disposto a conversar com a deputada Lídice da Mata, presidente do PSB baiano, o prefeito defendeu aguardar a conclusão das negociações antes de se posicionar. “Aqui em Salvador e na Bahia, por exemplo, entre PSB e PDT já é um ponto a ser solucionado. Então, à medida que essa solução ocorra, a gente vai poder iniciar as tratativas”, pontuou o chefe do Executivo municipal, ressaltando que independente de qualquer futura configuração política, estará focado na gestão, deixando de lado questões partidárias.