Torres foi avisado sobre CACs que queriam ‘tomar o poder’, diz coronel sobre 8/1

    Fala ocorreu, nesta quinta-feira (30), na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos atos antidemocráticos

    Foto: Reprodução/CLDF

    O coronel da Polícia Militar, Jorge da Silva Pinto, afirmou em depoimento que o ex-secretário do governo do Distrito Federal, Anderson Torres, estava ciente sobre um grupo de Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs) que planejavam “tomar o poder” durante os ataques às sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro, na cidade de Brasília. A fala ocorreu, nesta quinta-feira (30), na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos atos antidemocráticos. 

    “No dia 5 de janeiro recebemos um único documento de inteligência do Ministério da Justiça. Alguém que integrava o grupo verificou que algumas pessoas tratavam dessa tomada de poder, mas não havia a possibilidade de indicar que era uma quantidade grande, quem eram as principais pessoas envolvidas e se já estavam em Brasília”, disse o coronel.

    Na sessão, o ex-coordenador de Assuntos Institucionais da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do DF relatou ainda que as informações sobre os extremistas se intensificaram a partir de 5 de janeiro, sendo apontada a chegada de 126 ônibus e 2,5 mil pessoas na capital do país. 

    Em sua defesa, Anderson Torres relatou que os informes que recebeu não apontavam “ações radicais” e que chegou a estranhar a facilidade com que os extremistas invadiram e depredaram o Palácio do Planalto. 

    Torres está preso por suspeita de omissão nos atos criminosos ocorridos em Brasília. Ele foi convidado para prestar depoimento à CPI, mas foi instruído pelo ex-advogado, Rodrigo Roca, a não participar.