CMS: Sessão é marcada por choro e confusão; co-vereadora alega perseguição ao mandato

    “Fui brutalmente atacada por um vereador aqui da Câmara, na verdade temos sido atacadas há um bom tempo", disse Cleide Coutinho, que faz parte do mandato coletivo Pretas por Salvador

    Foto: Reprodução/Redes Sociais (Instagram_@cleide.coutinho50)

    A primeira sessão ordinária da Câmara Municipal de Salvador (CMS) do mês de abril foi marcada por confusão e choros no plenário Cosme de Farias. Antes do início da votação aos vetos do prefeito Bruno Reis (União Brasil), a co-vereadora Cleide Coutinho (PSOL) teve a sua presença questionada enquanto ocupava a cadeira dos vereadores. Cleide compõe o mandato coletivo Pretas por Salvador, capitaneado pela vereadora Lainá Cristósmo (PSOL), que não estava presente na sessão.

    A confusão começou, na tarde de segunda-feira (3), após um questionamento do vereador Henrique Carballal (PDT), que consentiu a sua assessora que também sentasse no assento exclusivo aos edis. O presidente da sessão, Isnard Araújo (PL), logo pediu para que a funcionária se retirasse, assim como pediu a Cleide.

    “Já não sou a favor do mandato coletivo e que vários sentem em um mandato coletivo. Essa é uma questão na Casa que devemos discutir porque isso ainda vai dar problema”, disse o vereador.

    A sessão foi interrompida por cinco minutos e a Assistência Militar foi acionada para retirar Cleide e assessora do pedetista do plenário, ambas se recusaram a sair. A assessora de Carballal se retirou e Cleide permaneceu na cadeira. A co-vereadora integra o mandato coletivo, contudo, não aparece no painel como titular do mandato.

    O que diz o mandato Pretas por Salvador

    Procurada pelo bahia.ba, a co-vereadora enviou uma nota disparada para imprensa, alegando que os ataques ao mandato coletivo são frequentes.

    “Hoje eu fui brutalmente atacada por um vereador aqui da Câmara, na verdade temos sido atacadas há um bom tempo, sobre a nossa permanência dentro do espaço da Sessão. Eu quero dizer que fui eleita pela população de Salvador, pelo mandato coletivo, e a gente não vai admitir ataques a nosso mandato, temos legitimidade para estar aqui na Câmara Municipal porque fomos eleitas como mandato. Machistas e racistas não passarão, nós vamos ocupar esse lugar que é nosso”, disse Cleide.

    Já a líder da oposição na CMS, a vereadora Laina Crisóstomo reprimiu a ação dos parlamentes e classificou os mandatos coletivos como “potente exercício do poder e da democracia”. 

    “Nas últimas semanas os ataques têm sido cada vez mais violentos, todos feitos por homens em sua maioria brancos da Bancada do governo e de Bancadas conservadoras e fundamentalistas a fim de questionar a legitimidade do mandato, mas de forma medíocre tem questionado a co-vereadora Cleide Coutinho de sentar em uma das 43  cadeiras que quase sempre estão vazias, sim os debates têm sido cada vez mais violentos, machistas e racistas a fim de invisibilizar a existência desse modelo tão potente de exercício do poder e da democracia”, pontuou a titular do Pretas por Salvador. 

    Veja pronunciamento da co-vereadora Cleide Coutinho: