Apesar de expansão no primeiro trimestre, Fenabrave vê ano fraco

    Alta no emplacamento de veículos novos, considerando todos os segmentos, foi afetada pela base fraca em 2022 e não recupera volume pré-pandemia

    Foto: reprodução do site da Fenabrave

    A venda de veículos novos – somando emplacamentos de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus – cresceu 16,3% no primeiro trimestre. Mas este número não anima a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Ao divulgar o resultado entre janeiro e março, a entidade destacou que o avanço este ano foi influenciado pela fraca base comparativa – setor caiu 23% em igual período de 2022.

    No primeiro trimestre de 2019 – último acumulado de janeiro a março antes da pandemia -, o país registrou 608 mil unidades emplacadas, número que desabou para 472 mil este ano – retração de 22,3%.

    “Estamos diante de um cenário, novamente, desafiador para 2023, que apresenta alto endividamento das famílias, aumento da inadimplência, além da alta de juros e seletividade de crédito por parte das instituições financeiras, o que vem restringindo a demanda por parte do consumidor, que vem perdendo seu poder de compra”, destaca o presidente da Fenabrave, Maurício Andreta Jr.

    A Fenabrave decidiu manter as projeções anunciadas pela entidade, no início do ano de um crescimento geral de 3,3%. “Ainda não temos condições de rever as projeções para o ano, mas estamos preocupados com a situação geral do mercado”, reconheceu o executivo.