Corrêa cita Geddel e Wagner como beneficiários em esquemas

    Os baianos teriam sido beneficiados no esquema de desvio de recursos de empresas estatais

    (Foto: Manu Dias / GOVBA)

    O ex-deputado e ex-presidente do Partido Progressista (PP), Pedro Corrêa, afirmou em delação premiada, na Procuradoria-Geral da República, que o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (PMDB), e o ex-governador da Bahia e ex-ministro Jaques Wagner (PT) teriam sido beneficiários do esquema de desvio de recursos de empresas estatais.

    De acordo com a revista Veja, o peemedebista teria indicado o ex-senador Delcídio do Amaral para uma diretoria da Petrobras durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com o objetivo de desviar recursos da petrolífera para o partido.

    Já Wagner teria negociado doações para a campanha de 2006 com empresas ligadas ao petróleo. Na delação de Corrêa, ainda não homologada pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, ele detalha o funcionamento do esquema de desvio de recursos da Petrobras e de outras empresas estatais, que teria começado ainda no governo militar e se estendeu aos governos de Fernando Collor, Fernando Henrique, Lula e Dilma.

    Aos G1, Wagner rebateu a delação e disse que todas as doações recebidas por sua campanha foram declaradas à Justiça e aprovadas.