Em 100 dias, Lula se descola de antecessores e desvia de mudanças, mas pressões continuam

    Bolsonaro, Temer e Dilma já haviam feito trocas com o mesmo tempo de governo

    Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação

    Em pouco mais de 100 dias de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu desviar manter a mesma equipe de 37 auxiliares desde a posse, em 1º de janeiro em se desviar, mesmo sob forte pressão, de uma reforma ministerial e, se descolar dos três antecessores [Jair Bolsonaro, Michel Temer e Dilma Rousseff], que já haviam feito trocas no primeiro escalão com o mesmo tempo de gestão.

    No exercício interino da Presidência da República, Geraldo Alckmin (PSB) descartou, na última quarta-feira (12), a possibilidade de o governo realizar uma reforma ministerial.

    Essa é uma prática do gestor petista, se comparado seus governos anteriores.
    Na segunda gestão (2007-2010), o primeiro a cair foi o então ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, passados quase cinco meses de governo.

    Em maio de 2007, investigação da Polícia Federal (PF) apontou que Rondeau teria recebido R$ 100 mil de uma construtora acusada de fraudes e desvios em obras públicas.

    Já na primeira gestão (2003-2006), o ministério se manteve estável por mais tempo, até o início de 2004, quando Benedita da Silva, então ministra da Assistência e Promoção Social, deixou o cargo após um ano e 21 dias de governo.

    Ela caiu devido à revelação de que usou recursos públicos para ir e levar assessoras a eventos religiosos no exterior, como Portugal e Argentina.

    Nesta gestão, existem uma série de fatores, como forte a intimidação pela queda do ministro das Comunicações, Juscelino Filho pelo suposto uso de um avião da Força Aérea Brasileira e o recebimento de quatro diárias e meia no mesmo fim de semana em que participou de leilões de cavalos de raça, em São Paulo. Po´rem, páos se reunir com ele, o preisdente Lula decidiu mantê-lo em seu time.

    No cerne da polêmica estaria ainda, a ministra a ministra do Turismo, Daniela Carneiro, que é pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para se desfiliar do União Brasil (UB) sem perder o mandato.

    O presidente da República quer mantê-la no cargo, segundo informações do jornal Estado de S. Paulo. O União Brasil, por sua vez, tenta forçar reforma ministerial e exige a saída de Daniela da pasta caso ela troque sua atual legenda pelo Republicanos, foi o que publicou o jornal O Globo.