A CAIXA Cultural Salvador apresenta, a partir da próxima terça-feira (25), a exposição Orí Tupinambá, de José Ignácio. A mostra reúne pinturas e esculturas em madeira, ferro e pedras do mar que são fruto de uma pesquisa pessoal do artista sobre os povos originários deste continente. A exposição permanece aberta à visitação até 04/06, de terça a domingo, das 9h às 17h30, na CAIXA Cultural Salvador. A entrada é gratuita.
O acervo reúne 26 obras, sendo 11 esculturas e 15 pinturas de acrílica sobre tela. O conjunto apresenta o resultado de um processo criativo dinâmico, orgânico e interativo. Cada peça ou quadro representa uma entidade, formando um panteão imaginário. Com elas, o artista
provoca no espectador uma recuperação sobre as origens.
“Este trabalho dá continuidade ao meu entendimento de que a arte deve ser colocada, sempre que possível, a serviço da cultura; da nossa compreensão a respeito do mundo material e espiritual que habitamos; da análise de nossa ocupação no planeta e de nossos espaços no ecossistema que nos suporta”, conta o escultor.
A exposição Orí Tupinambá tem curadoria de Ticiana Lamego, arquiteta, pesquisadora de arte e parceira do artista, com quem trabalha há mais de 20 anos.
A palavra ORÍ pertence à língua yorubá e expressa os significados poéticos da cabeça e sua relação com o corpo. Já o nome TUPINAMBÁ é uma forma de pontuar geograficamente aqueles que estavam no Brasil antes da colonização, os povos originários.
“A exposição retrata um mundo que se entende e pensa perdido, um mundo que destruímos. Mas um mundo que, apesar de tudo isso, sobrevive de alguma forma dentro da gente, na base da nossa cultura, na base do que é ser brasileiro, ser baiano, ser latino-americano”, afirma o artista.
Sobre o artista:
Chileno e filho de pais cubanos, José Ignacio Suarez Solis chegou ao Rio de Janeiro ainda durante a infância, instalando-se na Bahia a partir de 1974. Entre 1987 e 1993 estudou nos Estados Unidos, onde se graduou bacharel em arquitetura pela University of Oregon. Em Copenhague (1990) teve contato com o desenho e a aquarela, começando a produzir journals de croquis. Em 1994, o artista instalou-se numa fazenda de café na Chapada Diamantina onde desenvolveu a prática do desenho e da pintura com maior regularidade.
Frequentador do atelier de Carybé, foi influenciado pela prática escultórica envolvendo o uso de ferro batido. Em 2004 fez residência artística em Helsinki, Finlândia, ressignificando o uso de sua paleta. Reinstalado em Salvador desde 2018, o artista carrega inquietações intelectuais que o conduzem entre o afeto pela geografia continental e a nostalgia de um destino. Suas investigações sobre o imaginário mitológico das matrizes indígenas traduzemse poeticamente em divindades pintadas em tela ou esculpidas em madeira, pedra e ferro.
SERVIÇO:
Exposição – Orí Tupinambá
Local: CAIXA Cultural Salvador (Rua Carlos Gomes, 57, Centro)
Abertura: 25 de abril de 2023
Período: 26 de abril a 04 de junho de 2023
Horário: de terça a domingo das 09h às 17h:30
Entrada Franca
Classificação indicativa: Livre
Acesso para pessoas com deficiência

