Aliados do prefeito defendem revisão tarifária do transporte público de Salvador

    Claudio Tinoco e Paulo Magalhães argumentam sobre incentivo a renovação da frota de ônibus e outros meios no novo PAC

    Foto: Bruno Concha/SecomPMS

    O valor da passagem do ônibus, atualmente R$ 4,90 passará por uma revisão tarifária até o mês de abril, mas que ainda não há um valor definido, em Salvador. O prefeito Bruno Reis cogitou não aumentar a tarifa de ônibus, além de avaliar de “forma positiva” proposta do governo Lula para transporte público.

    Em entrevista ao Bahia.ba, o vereador Paulo Magalhães Jr. (União), comentou sobre a possibilidade do governo Lula incentivar a renovação da frota de ônibus e outros meios no novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que será lançado em maio. “Tudo indica que o caminho é esse, um subsídio federal para bancar um transporte público, só tem essa forma de resolver este problema do transporte público que hoje é deficitário. Acredito que vai ter essa solução o mais rápido possível através do governo federal. E está se trabalhando também até na própria reforma tributária, algumas isenções, na criação do imposto único, para que possa ser beneficiado esse setor que é o principal problema hoje na nossa cidade” argumenta o vereador.

    Ainda segundo Paulo, a revisão tarifária do transporte público da capital baiana ainda é “Muito complexo esse assunto, por que não remunera mais o sistema, o valor da tarifa, e é muito caro para quem paga. Tem que buscar esta alternativa do subsídio federal”.

    Conforme informou ao Bahia.ba, o vereador Claudio Tinoco, acredita que “No modelo de hoje a tarifa é a única fonte de receita para sustentar o sistema de transporte público e a revisão tarifária é obrigação nos contratos de concessão, sobretudo quando temos uma inflação de 4,65% ao ano. Para evitar a revisão tarifária é urgentemente necessário a definição de subsídios por parte da União e dos Estados, nesses últimos com a redução do ICMS sobre os combustíveis”.

    “Sendo assim eu penso que o recurso de frota não é o grande problema, e sim o financiamento do sistema, que sempre ficou dependendo da tarifa, que depende do usuário. Ou seja, o usuário que fica mantendo esse custeio. Algo incoerente pois quem faz a administração do transporte público é uma empresa privada, finaliza Claudio Tinoco.