Exército defende que GSI sob Lula retome atribuições e aceita ampliar estrutura com civis

    A avaliação dos militares é que o GSI ficou esvaziado

    Foto: José Cruz/Agência Brasil

    Com o destino do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) indefenido após a saída do general Gonçalves Dias, flagrado em imagens dando apoio ao golpistas no 8 de janeiro, integrantes da cúpula do Exército defendem que o órgão siga sob o comando de um militar e retome atribuições que eram da pasta até o início do ano.

    O GSI tinha debaixo do seu guarda-chuva a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e era responsável pela segurança pessoal do presidente e do vice-presidente da República.

    Ambas as funções, porém, foram retiradas de lá, no contexto de crise de confiança entre o governo eleito e os militares. A Abin passou a responder à Casa Civil. Já a coordenação da segurança pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou à cargo da Polícia Federal.

    A avaliação dos militares é que o GSI ficou esvaziado.

    De acordo com informações do jornal Folha de S. Paulo, ministros do Palácio do Planalto querem que Lula mantenha o comando do GSI com um militar, com o intuito de preservar a relação com os fardados.

    No Exército, ainda segundo o jornal, a avaliação é que o órgão deveria ser comandado por um general quatro estrelas da reserva, para garantir que o chefe tenha patente superior à de seus subordinados —o GSI possui ao menos um general três estrelas.