Vice da PGR foi contra mandado de busca e apreensão contra Bolsonaro

    Lindôra Araújo argumenta que não há indícios da participação do ex-mandatário na falsificação dos dados do cartão de vacina

    Foto: Sérgio Almeida/CNMP

    A vice-procuradora-geral da República, Lindôra Maria Araújo, manifestou-se contra o mandado de busca e apreensão da Polícia Federal na residência de Jair Bolsonaro (PL). A ação ocorreu nesta quarta-feira (3). 

    Lindôra argumentou que “os elementos de informação incorporados aos autos não servem como indícios minimamente consistentes para vincular o ex-presidente da República e sua esposa aos supostos fatos ilícitos descritos na representação da Polícia Federal, quer como coautores quer como partícipes”.

    A vice afirma ainda que as possíveis alterações no cartão de vacinação de Bolsonaro ocorreram sem a ciência do ex-mandatário, sendo arquitetadas por Mauro Cesar Barbosa Cid, além da ausência de “lastro indiciário mínimo” do envolvimento do político na ação. 

    A operação da PF foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.