Presidente da OAS formaliza processo de delação premiada

    A delação de Leo Pinheiro é bastante pode elucidar o relacionamento da empresa com o governo do ex-presidente Lula

    Foto: Luis Macedo / Agência Câmara

    A construtora OAS, assim como a Odebrecht, também formalizou o primeiro passo para que o seu  presidente José Adelmário Pinheiro, mais conhecido como Léo Pinheiro, faça a delação premiada, concedendo informações sobre o esquema de corrupção na Petrobras. As informações são do Jornal O Globo.

    O presidente assinou o chamado termo de confidencialidade, tal como o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht; A expectativa é que ambos os executivos deem informações e ofereçam documentos para os investigadores da Operação lava Jato. O acordo de delação só será formalizado caso o Ministério Público considere como importante para as investigações os documentos e materiais que serão apresentados.

    A delação do presidente da OAS é bastante esperada por políticos contrários ao PT, uma vez que as informações podem elucidar o relacionamento da empresa com o governo do ex-presidente. Pinheiro e Lula eram amigos pessoais, e em nome da OAS está o tríplex no Guarujá.

    Conforme o Jornal O Globo, o termo prevê que as informações prestadas no decorrer da negociação de uma delação premiada não sejam usadas nas investigações, caso o acerto não seja homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), para onde o processo pode ser encaminhado se nomes de políticos com foro privilegiado forem mencionados.

    Ao contrário de Marcelo, que assinou o termo na semana passada, Pinheiro teria assumido o compromisso assim que a OAS começou as primeiras tratativas com o MP, no início deste ano.

    Condenação – Léo Pinheiro – cujo nome é José Adelmário Pinheiro – foi condenado a 16 anos e 4 meses de prisão e segue em liberdade, até que a apelação apresentada pela defesa seja apreciada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. O julgamento da apelação está marcado para o próximo dia 8.