Lula avalia modelo de venda da Eletrobras como ‘sacanagem’

    Durante o lançamento do Plano Plurianual (PPA) Participativo, em Salvador, o petista afirmou que estatais como Correios e Petobras não serão vendidas

    Foto: Gabriela Araújo/bahia.ba

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestou contra os moldes em que a privatização da Eletrobras ocorreu durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL). Nesta quinta-feira (11), no lançamento do Plano Plurianual (PPA) Participativo, em Salvador, o petista classificou a compra da empresa como ‘sacanagem’ e que atestou que outras estatais não serão vendidas.

    “No conselho, dos nossos 40, só vale um. Quem tem 3%, tem o mesmo direito do governo. Nós entramos na Justiça para que o governo tenha a quantidade de votos de acordo com as ações que eles têm. A segunda sacanagem que fizeram foi que se o governo quiser comprar de volta a Eletrobras, e tiver um cara lá qualquer que ofereceu R$ 30 bilhões, sabe o que eles colocaram na lei? Que o governo brasileiro para comprar tem que pagar 3x a oferta que foi feita pelo setor privado. É a sacanagem para tentar evitar que o governo possa ser responsável por cuidar da energia que o povo tanto precisa”, disse Lula no evento. 

    No início da semana, a Advocacia Geral da União (AGU) entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para barrar trechos da privatização da Eletrobras. O documento foi assinado por Lula. A conclusão da venda da companhia foi finalizada 2022 pelo montante de R$ 100 bilhões. 

    “O governo não pode indicar nenhum conselheiro por não participar da direção. Eles querem que a gente fique quieto. Nós não vamos ficar quietos. Nós vamos brigar muito por isso. Nós não vamos vender mais nada da Petrobras. O Correios não será vendido. Nós vamos tentar fazer com que a Petrobras possa ter a gasolina mais barata, o óleo diesel mais barato. Para que a gente possa construir navios, plataformas, e que a gente possa recuperar o maior patrimônio que o povo brasileiro construiu”, pontuou o mandatário.