Após aceno de Lula para dobrar orçamento, Abape cobra investimento de Jerônimo na Cultura

    ‘Estamos muito otimistas com o posicionamento do presidente Lula em incumbir o governador de dobrar esse valor de 1% para 2%’, afirmou Moacyr Villas Boas

    Foto: Reprodução / Instagram

    O setor cultural viu com entusiasmo o aceno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que nesta quinta-feira (11), em Salvador, lançou a Lei Paulo Gustavo e sugeriu ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) dobrar o orçamento da Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA).

    “Se vocês estão querendo 2% de Cultura, o nosso governador vai ter que trabalhar pra que a gente possa investir mais em cultura. Se vocês estão precisando de mais cultura, nós vamos ter que no governo federal colocar mais dinheiro pra cultura”, prometeu Lula, em discurso no palco da Concha Acústica do Teatro Castro Alves.

    “De fato, o Governo Federal está fazendo a sua parte. O orçamento federal para a cultura é o maior da história”, avaliou o presidente da Associação Baiana dos Produtores de Eventos (Abape), Moacyr Villas Boas, sobre a Lei Paulo Gustavo, que prevê investimento de R$ R$ 3,8 bilhões no setor. “Estamos muito otimistas com o posicionamento do presidente Lula em incumbir o governador de dobrar esse valor de 1% para 2%”, acrescentou o empresário e produtor cultural, em conversa com o bahia.ba.

    Apesar de reconhecer os esforços da União, ele cobra um maior empenho do governo da Bahia. “Resta o Governo Estadual ter o mesmo entendimento, pois é preciso haver um investimento maior de recursos próprios do Governo do Estado, principalmente para a manutenção de programas e projetos perenes e não pontuais”, pontuou Moacyr, segundo o qual, além de administrar e distribuir os recursos federais, é necessário também um “investimento direto por parte do Estado”.

    Dada a histórica queixa de falta de interlocução com a gestão Rui Costa (PT), Villas Boas avalia haver mais disposição do governo de Jerônimo em construir pontes junto aos profissionais da cultura e de eventos. “Iniciamos recentemente um diálogo com a Fundação Cultural e a Secult. Estamos no processo das tratativas, apresentando demandas e aguardando respostas. O Secretário Bruno Monteiro tem se mostrado bastante aberto ao diálogo e sensível aos nossos apelos”, disse o presidente da Abape. “Temos esperança de conseguir melhorar o cenário do setor”, concluiu.