Diretor da Codesal aponta motivo que fez encosta na Paralela deslizar

    Sosthenes Macêdo apontou que equipes da Prefeitura e da Coelba estão fazendo intervenções na área

    Foto: Jamile AMine / bahia.ba

    O diretor-geral da Defesa Civil de Salvador (Codesal), Sosthenes Macêdo, explicou ao bahia.ba que a estrutura que cedeu em uma encosta na Av. Paralela na segunda-feira (15) não se tratava de uma geomanta, mas de um concreto projetado em uma superfície de encosta. As equipes, tanto da Codesal quanto da Transalvador já isolaram a área e a Coelba, que tem interesse no processo, também já está atuando no local.

    “Ali é uma torre de transmissão. A gente também já manteve o contato com a direção da empresa e eles já estavam lá hoje e o local estava tapunando. A Limpurb já colocando a lona, já organizando pra que a Coelba faça a intervenção de contenção que ao que parece agora, depois de rompida, foi possível observar, que não se trata de uma contenção, apenas um concreto projetado naquele espaço, naquelas que mais dia menos dia ia acontecer aquilo mesmo, ainda mais depois de movimentada aquela superfície que estava ali consolidada e que depois das obras feitas perdeu as características originais. Então a gente acha que a partir de agora, com essa intervenção que a Coelba vai fazer, vai resolver em definitivo o problema”, destacou Sosthenes.

    Foto: Codesal / Divulgação

     

    Chuvas

    O dirigente aponta ainda que a partir desta quinta-feira (18) deve voltar a chover forte em Salvador, não como choveu no último domingo (16), quando em alguns locais da capital baiana chegou a chover 99,8 mm em seis horas, a exemplo de Mussurunga. A cidade registrou ainda deslizamentos e soterramento.

    “Graças a Deus todos nesse episódio conseguiram sair com vidas, mas é algo que nos machuca, mas nós não nos cansaremos de repetir que as pessoas precisam agir preventivamente, com prevenção, não fazendo construções irregulares, não fazendo construções sem a técnica devida, sem o acompanhamento de um profissional habilitado pelo CREA e que não construam, por exemplo, em lugares que tenham vegetações inadequadas, como foi o episódio de Boca da Mata no domingo com bananeiras com suas raízes de água sobrecarregaram, romperam e vieram a deslizar e a soterrar as pessoas em uma casa”, alerta.