Governo Lula avalia que Boric virou refém da direita chilena e quer evitar repetir seu exemplo

    Integrantes do governo avaliam que o chileno acumulou derrotas que deixaram a direita retomar o poder no país

    Foto: Ricardo Stuckert / PR

    O presidente do Chile, Gabriel Boric, que nesta terça-feira (30) divergiu de fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a respeito do venezuelano Nicolás Maduro, é visto como refém da direita no país e um mau exemplo para a esquerda latino-americana.

    De acordo com Mônica Bergamo, em sua coluna na Folha de S. Paulo, integrantes do governo avaliam que o chileno “virou aquilo que Lula tem que evitar a qualquer custo”, ou seja, um líder que não compreendeu a importância de sua vitória e que permitiu que a direita dominasse as pautas no Chile.

    A avaliação se dá porque Gabriel Boric liderou as discussões sobre uma nova Constituição com avanços progressistas para o país, que acabou sendo rejeitada por meio de plebiscito. Diante desta derrota, houve novo processo eleitoral no qual a direita e a extrema direita formaram a maioria dos novos constituintes.

    Além disso, o presidente do Chile também teve sua proposta de reforma tributária derrotada.