Diretor do Ministério do Meio Ambiente espera que Senado reverta esvaziamento da pasta

    "O parlamento brasileiro tem uma grande oportunidade de mostrar que está sintonizado com as necessidades e demandas de todo o planeta", afirmou Marcos Sorrentino

    Foto: João Guerra/bahia.ba

    Apesar da vitória do governo Lula (PT) na Câmara dos Deputados pela aprovação da medida provisória (MP) que define a reestruturação dos ministérios, a gestão terá que driblar os trechos aprovados que promovem o esvaziamento de algumas pastas, como o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e dos Povos Indígenas. Em conversa com o bahia.ba, na manhã desta quarta-feira (1º), o diretor de educação ambiental do MMA, Marcos Sorrentino, espera que o Senado “mantenha a integridade” e altere as modificações do Legislativo.

    “O parlamento brasileiro tem uma grande oportunidade de mostrar que está sintonizado com as necessidades e demandas de todo o planeta, de toda a humanidade. Então, não ter sensibilidade pra importância da problemática socioambiental, da questão ambiental, vai significar uma falta de compreensão da importância de termos um Ministério do Meio Ambiente potente e capaz de responder as demandas de toda a humanidade. Nós temos esperança que o Senado reveja a posição que foi aprovada na Câmara dos Deputados e mantenha a integridade do campo de formuladores, gestor de políticas públicas na área ambiental e na área indígena”, comentou Sorrentino.

    As alterações propostas pelo relator do projeto, o deputado federal Isnaldo Bulhões (MDB-AL) remanejou as atribuições da MMA e dos Indígenas para outras pastas na gestão. Desta forma, ficou definido pelo texto-base que o Cadastro Ambiente Rural (CAR), os sistemas de saneamento básico e recursos hídricos e a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), ambos de responsabilidade do MMA, passem a ser guarda-chuvas dos ministérios da Gestão, das Cidades, e da Integração e Desenvolvimento Regional, respectivamente.

    Questionado sobre o assunto pelo jornal Valor Econômico, o parlamentar alega que as determinadas reformulações foi acordada com o governo, antes de passar pela aprovação do texto na Casa. De acordo com Bulhões, o assunto foi conversado com os ministros Rui Costa (Casa Civil), Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Esther Dweck (da Gestão e Inovação em Serviços Públicos).

    Marcos Sorrentino está em Salvador, nesta quinta-feira (1º), para participar do lançamento do programa de transição energética, promovido pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT). A cerimônia acontece no auditório da Secretaria de Saúde (Sesab), no Centro Administrativo (CAB).