Esquema da Petrobras pagou despesas pessoais de Dilma

    O cabeleireiro Celso Kamura, por exemplo, viajava para Brasília às custas do grupo; cada ida dele custava R$ 5 mil

    Foto: Divulgação/Andrew Gombert/EPA/Agência Lusa

    Documentos em posse da Procuradoria-Geral da República revelaram que a presidente afastada, Dilma Rousseff, tinha conhecimento do teor das negociações que envolveram interesses políticos na compra da refinaria de Pasadena, antes da reunião do Conselho de Administração da Petrobras que aprovou o negócio, segundo divulgou o blog de Merval Pereira, do jornal O Globo.

    De acordo com a publicação, os envolvidos na venda de Pasadena trocavam mensagens em uma rede de e-mails do Gmail que não era rastreável, pois as mensagens ficavam sempre em uma nuvem de dados, sem serem enviadas. Em uma delas, na véspera da reunião decisiva, há a informação de que “a ministra” já estava ciente dos arranjos dos advogados.

    Em outros correios eletrônicos, há informações sobre pagamentos de itens pessoais da presidente pelo esquema montado na Petrobras, como o cabeleireiro Celso Kamura, que viajava para Brasília às custas do grupo. Cada ida dele à capital federal custava R$ 5 mil. Há também indicações de que um teleprompter especial – equipamento acoplado às câmeras de vídeo que exibe o texto a ser lido pelo apresentador – foi comprado para Dilma sem ser por meio de meios oficiais, para escapar da burocracia da aquisição.