Em prisão domiciliar, Anderson Torres se sente ‘abandonado’ por Bolsonaro

    A principal queixa seria o fato do ex-presidente não ter se manifestado em sua defesa após a prisão

    Foto: Marcos Corrêa/ Presidência da República

    Em prisão domiciliar desde maio, depois de ter deixado a carceragem do 19º batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, onde permaneceu preso por mais de três meses, o ex-ministro Anderson Torres se sente “abandonado” pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    De acordo com informações da coluna de Bela Megale, no jornal O Globo, o ex-mandatário já foi informado sobre o descontentamento por diferentes emissários. A principal queixa, segundo a publicação, seria o fato de Bolsonaro não ter se manifestado em sua defesa após a prisão.

    Em março, Torres trocou sua equipe de defesa, dispensando o advogado Rodrigo Roca, ligado ao ex-presidente. Na ocasião, foi aventada uma delação premiada, mas o advogado Eumar Novacki negou a possibilidade.

    Ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, Anderson Torres ocupava o posto de secretário de Segurança Pública do Distrito Federal na ocasião dos atos golpistas de 8 de janeiro e foi preso, sob acusação de envolvimento e omissão.

    Cumprindo medidas cautelares como o uso de tornozeleira eletrônica, ele é um dos principais alvos de requerimentos da CPMI do golpe. Eventuais depoimentos aos parlamentares podem causar problemas a Bolsonaro.

    Torres também responde a inquéritos na Polícia Federal por conta de ações irregulares da Polícia Rodoviária Federal no segundo turno das eleições, contra eleitores de Lula (PT), e por maus-tratos de animais, por conta da criação de aves em sua casa.