Jerônimo diz que os livros ‘negam a nossa história’, e promete acionar o MEC

    "Ali não tem história do povo negro, não tem a história das mulheres, ali não tem a história dos nordestinos. Somos órfãos, portanto, de uma história"

    Foto: Gabriela Araújo / bahia.ba

    O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, fez um desabafo ao que chamou de “apagamento da nossa história” nos livros de história. Durante o lançamento do Plano de Ações do Bicentenário da Independência do Brasil na Bahia, nesta terça-feira (14), o governador criticou a falta de representativadade do “nosso povo” e disse que irá, em breve, recorrer ao Ministério da Educação (MEC) para adicionar aos livros a história do povo negro, indígena e da Bahia.

    “Então a todo tempo a gente vê algumas pessoas tentarem negar a nossa história. E o que fazer? Quando a gente vai nos livros de história e ali não tem a nossa história, não tem a história do povo indígena, não tem a história dos caciques, dos nossos caciques. Ali não tem história do povo negro, não tem a história das mulheres, ali não tem a história dos nordestinos. Nós somos órfãos, portanto, de uma história, e é realmente para deixar a gente para baixo. Para imaginar que a nossa história não foi contada e não será contada se a gente não fizer essa disputa” disse.

    Jerônimo se dipôs as conversar com o ministro da Educação, Camilo Santana. “Estou disposto a quando todos nós estivermos isso bem organizado, a gente ir no MEC e dizer: ‘Ô Camilo, nós temos que ter, ministro, um livro de história que conte a nossa história. A história verdadeira do Brasil. Que não negue, porque pior do que não contar a nossa história, é negar a nossa história. É fazer com que a gente tenha vergonha de contar nossa história”.