Jerônimo afirma depender de recurso federal para pagar precatórios

    Em caso de não pagamento do Governo Federal, conforme o governador, terá que fazer uma negociação 'e, sentar com a APLB'

    Foto: Carolina Papa/bahia.ba

    O governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou, na manhã desta quarta-feira (14), durante a entrega da Estação Campinas do Tramo 3 do metrô de Salvador, depender de recurso federal para pagamento dos precatórios do Fundo de Desenvolvimento da Educação Fundamental (Fundef), cujo cronograma de restituição já havia sido anunciado pelo próprio governador a representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia (APLB) no inicio de fevereiro.

    “Nós ainda temos recursos a receber do Governo Federal, tivemos uma reunião na última segunda-feira (12) para ver se conseguimos receber esse ano ainda. Senão, teremos que fazer uma negociação e, naturalmente, sentar com a APLB para definirmos o formato do pagamento, mas em o Governo Federal repassando o recurso que é de direito do Estado, arcaremos com nossa responsabilidade”, disse.

    Nesta terça-feira (13), professores da rede estadual de ensino do interior baiano e de Salvador promoveram festa junina na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), para cobrar o pagamento de parcelas dos precatórios do Fundef correspondentes a 2023/2024 com a correção de juros e mora prevista no artigo 2° da Lei 14.485/2022. Comidas típicas de São João como amendoim, bolo de milho, de carimã, canjicas, diversos tipos de licor, milho cozido, e muito forró pé de serra animaram os professores ativos e aposentados que, no embalo da zabumba e da sanfona, pediram mais valorização e reconhecimento.

    A presidente da Associação Classista da Educação e Esporte da Bahia (ACEB), Marinalva Nunes, salientou que a ideia de realizar o evento junino na Assembleia Legislativa surgiu do desejo dos professores de protestar de forma lúdica, com leveza e alegria. “Não vamos arredar o pé da ALBA enquanto o Governo do Estado não aprovar o pagamento das próximas parcelas dos precatórios com juros e mora. No ano passado, a primeira parcela foi paga aos professores sem os juros. Todos os outros estados do Brasil pagaram com a devida correção dos juros, menos a Bahia. O recurso já está liberado pelo STF e precisamos agora que o PL seja regulamentado”, pontuou a sindicalista e professora aposentada de Biologia.