Secretária integrou ‘articulação criminosa’, diz MPF

    A secretária de Políticas para as Mulheres, Fátima Pelaes, é acusada de ser beneficiária em esquema de uma ONG fantasma que celebrou convênio com o Ministério do Turismo

    O Ministério Público Federal acusa a secretária de Políticas para as Mulheres, Fátima Pelaes, de fazer parte de uma “articulação criminosa” para desviar R$ 4 milhões de suas emendas parlamentares, segundo a Folha.

    A ex-deputada é citada em um escândalo, desmantelado pela Operação Voucher, em 2011, de uma ONG fantasma que havia celebrado convênio com o Ministério do Turismo dois anos antes. Instaurado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2013, o inquérito do caso foi devolvido à Justiça Federal do Amapá no ano passado, após Fátima deixar de ser parlamentar.

    “Toda essa articulação criminosa contou com a participação da deputada federal Fátima Pelaes, que constantemente se reunia com servidores do Ministério do Turismo para agilizar a liberação das verbas do convênio”, disse em novembro de 2012 o então procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ao pedir a abertura da investigação.

    Segundo a apuração, ainda em andamento, Fátima indicou uma ONG fantasma chamada Ibrasi para receber R$ 4 milhões de suas emendas com o objetivo de promover o turismo no Amapá. Parte do dinheiro teria ido para a parlamentar, de acordo com depoimentos. “Eu confio no trabalho da polícia e da Justiça e estou tranquila de que tudo será esclarecido”, disse a secretária, por meio de assessoria, ao ser questionada sobre o inquérito.