Defesa de Mauro Cid envia pedido ao STF para militar não comparecer à CPI do 8/1

    Justificativa usada pelos advogados do ex-ajudante é que o pedido tem como intenção evitar que ele seja alvo de “atos ilegais e constrangedores”

    Foto: Reprodução/Facebook

    A defesa do ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, Mauro Cid, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o tenente-coronel não seja obrigado a comparecer à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do 8 de janeiro. A justificativa usada pelos advogados do militar é que o pedido tem como intenção evitar que ele seja alvo de “atos ilegais e constrangedores”. 

    Para o STF, a defesa de Mauro Cid pediu ainda para que o cliente, caso opte por comparecer, possa permanecer em silêncio, que a ação seja sorteada entre os ministros e que não seja enviada automaticamente ao ministro Alexandre de Moraes, relator de uma investigação contra ele.

    A convocação do ex-braço direito de Bolsonaro para a CPI foi aprovada na terça-feira (13). A data do depoimento não foi definida. Como foi convocado como testemunha, o militar é obrigado a comparecer. O pedido foi protocolado como habeas corpus na quinta-feira (15). Para os advogados, Mauro Cid está sendo tratado como investigado.