Findada sessão com clima tenso na CMS, Muniz e comitiva seguem para o Thomé de Souza

    Escapa-se que a lealdade da base diante da produtividade em relação ao projetos aprovados neste período estaria na mesa

    Foto: divulgação CMS

    Após uma ebulição em votação por novos projetos do Executivo na Câmara Municipal de Salvador (CMS), em que proposições como a a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) foi aprovada, o presidente da Casa, Carlos Muniz (PSDB) seguiu com comitiva de vereadores, conforme informações passadas ao bahia.ba, para o Palácio Thomé de Souza.

    Antes, integrantes da base do governo partiram em defesa do teor do texto que dispõe sobre o procedimento para a instalação de infraestrutura de suporte para Estação Transmissora de Radiocomunicação (ETR) autorizada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mais conhecido como 5G, após o vereador Augusto Vasconcelos (PC do B) ter insinuado que a Casa poderia estar sofrendo o lobby das empresas de telecomunicação para a aprovação da matéria.

    O teor da conversa com o prefeito Bruno Reis (UB) foi mantido a sete chaves, mas nos corredores da CMS e do Palácio escapa-se que a lealdade da base diante da produtividade em relação ao projetos aprovados neste período estaria na mesa, conforme o presidente comemorou após pergunta do bahia.ba.  Apoio nas eleições, apesar de todos negarem, também pode ter sido tratado.

    Nesta terça-feira, além do projeto 5G, sob protesto dos oposicionistas que viram o número de emendas sugeridas ‘minguar’ – de 18 do 5G apenas duas foram acatadas e de 42 da LDO apenas 11 -, a Câmara aprovou ainda, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício financeiro de 2024 e o projeto que concede o reajuste de 9,62% aos técnicos em Infraestrutura e Serviços da Prefeitura.

    Foram apreciados também mais de 100 matérias de autoria dos vereadores. Com isso, o parlamento oficializou o recesso e os edis só retomam as atividades no 31 de julho.