Subprocurador do MP de Contas classifica política monetária do BC de ‘libertinária’

    Por sete reuniões seguidas, Banco Central mantém a Selic em 13,75%, valor único da taxa de juros básicos durante todo o primeiro semestre

    Foto: assessoria/TCU

    O subprocurador-geral do Ministério Público de Contas, Lucas Furtado, classificou a atual estratégia do Banco Central quanto aos juros básicos de “política libertinária”. O MP de Contas é a representação do Ministério Público Federal no Tribunal de Contas da União. As informações são do colunista Guilherme Amado, do site Metrópoles.

    Sob críticas do governo e de representantes do mercado, o BC mantém a Selic em 13,75% ao ano desde agosto do ano passado – fruto de decisões de sete reuniões seguidas do Comitê de Política Monetária (Copom), quatro dessas neste semestre. Para Lucas Furtado, “é preciso discutir sobre o modelo adotado relativo ao Sistema Financeiro Nacional, especialmente, diante dos riscos e incertezas que a autonomia do Banco Central pode trazer aos rumos econômicos do país”.

    Aliados do presidente Lula no Congresso Nacional querem invocar processo contra o Banco Central no TCU para pressionar pela redução da taxa de juros e forçar a saída de Roberto Campos Neto da presidência da autoridade monetária. O processo em que Campos Neto é parte trata de suposta inconsistência contábil de R$ 1 trilhão no balanço da autarquia no ano de 2019.