‘Facada nas costas’, diz Bolsonaro sobre inelegibilidade imposta pelo TSE

    Com o placar de 5x2, o TSE tornou o ex-presidente inelegível por oito anos a partir de 2022

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se manifestou após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o tornou inelegível, nesta sexta-feira (30). Em coletiva, realizada em Belo Horizonte, Minas Gerais, o político afirmou ter recebido uma “ facada nas costas com a inelegibilidade por abuso de poder político”. Com o placar de 5×2, o TSE oficializou a inelegibilidade de Bolsonaro. Com a medida, ele ficará afastado das urnas pelos próximos oito anos.

    “Eu não posso ser julgado por algo que não existe. Por qual motivo esse inquérito não foi concluído pela Polícia Federal, que era um inquérito sem classificação sigilosa. Também fui julgado por participações no 8 de janeiro. Qual a minha participação nesses atos? Também fui julgado pelos atos em 2 de dezembro, entre outros”, disse Bolsonaro em seu discurso.

    Bolsonaro aproveitou o momento para tecer críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ressaltando que o Brasil está “no caminho para a ditadura”. À imprensa, o ex-mandatário ironizou sobre ser considerado por alguns como “ditador”.

    “Estamos no caminho da ditadura. Quem seria a oposição do atual mandatário em 2026? Ainda não tem nomes. […] Um cara que esteve na cadeia por tanto tempo, foi tirado da cadeia para disputar a presidência. Eu fui proibido de mostrar imagens do Lula defendendo aborto, do Lula dizendo que pode roubar um celular pra tomar ‘cervejinha’. Fui proibido de fazer lives. Trabalharam contra mim. Foi uma vitória da democracia contra um ditador que sou eu, que respeitei a construção. Eu não gostaria de me tornar inelegível. Hoje levei uma facada nas costas com a inelegibilidade por abuso de poder político “, afirmou.