Cid chega fardado para prestar depoimento na CPI dos atos golpistas e diz que ficará em silêncio

    O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro ainda prestou continência ao presidente da CPI, deputado Arthur Maia

    Foto: Reprodução/TV Senado

    Conforme previsto, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), chegou ao Congresso Nacional para prestar depoimento, nesta terça-feira (11), na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro e afirmou que fará uso do silêncio.

    A presença de Cid era aguardada para a semana passada, mas, em meio ao esforço concentrado da Câmara dos Deputados para votar as pautas econômicas de interesse do Palácio do Planalto, as sessões foram adiadas.

    “Sem qualquer intenção e desrespeitar vossas excelências e os trabalhos com os docentes, considerando a minha inequínda condição de investigado por orientação da minha defesa e com base na ordem do habeas corpus concedido em meu favor pelo Supremo Tribunal Federal, farei uso do meu direito constitucional ao silêncio. Agradeço a atenção de todos. Obrigado”, disse.

    A sessão para ouvir o coronel, que, mas conforme o Metrópoles, chegou fardado e prestou continência ao presidente da CPI, deputado Arthur Maia (União-BA), estava marcada para começar às 9h e teve início, de fato, às 9h25.

    O recurso do STF foi deferido pela ministra Cármen Lúcia em 26 de junho. A corte determinou que o coronel é obrigado a prestar depoimento à CPMI. Ele pode ser acompanhado por advogados e tem o direito de ficar em silêncio para não responder a perguntas que o incriminem.

    Mauro Cid deve explicar sobre as mensagens divulgadas pela Polícia Federal (PF) em que é sugerido um golpe de Estado após as eleições presidenciais do ano passado, que resultaram na vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).