Exército revela que orientou Mauro Cid a comparecer fardado em depoimento à CPI de 8/1

    Exército pontuou que "por se tratar de temas referentes à função para qual fora designado pela Força" autorizou o uso do fardamento

    Foto: Lula Marques/Agência Brasil

    O Exército Brasileiro afirmou, nesta terça-feira (11), que orientou o tenente coronel e ex-ajudante de ordens do governo Bolsonaro (PL), Mauro Cid, a comparecer fardado na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que investiga as invasões golpistas nos prédios dos Três Poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro. Conforme a nota divulgada, o Exército pontuou que “por se tratar de temas referentes à função para qual fora designado pela Força” autorizou o uso do fardamento.

    A nota foi disparada após o início da sessão dedicada ao depoimento de Cid, no Congresso Nacional. O ex-ajudantes de ordens de Bolsonaro, contudo, se mantém em silêncio ao ser questionado sobre as causas dos atos. No começo, o tenente-coronel falou por cerca de 8 minutos sobre sua trajetória nas Forças Armadas e sobre as investigações no Supremo Tribunal Federal (STF) das quais é alvo.

    O recurso do STF deferido pela ministra Cármen Lúcia, em 26 de junho, determinou que o coronel é obrigado a prestar depoimento à CPMI. No entanto, ele pode ser acompanhado por advogados e tem o direito de ficar em silêncio para não responder a perguntas que o incriminem.