Tebet diz que ‘abrir mais as exceções pode pôr terra ganhos da reforma tributária no Brasil’

    A ministra do Planejamento, prevê que alguns setores de serviços, que dizem que terão aumento da carga tributária, serão mais “proativos”

    Foto: José Cruz/Agência Brasil

    A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou que abrir demais o número de exceções na reforma tributária pode “pôr por terra” vários dos benefícios diretos que a proposta gera para o Brasil.

    Dentre estes benefícios, Tebet menciona um alto crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). “A PEC pura geraria um crescimento real do PIB brasileiro de 1% ao ano a partir de 2026”, diz a ministra, mencionando o estudo do Instituto Nacional de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea). Com as exceções, ocorrerá o aumento da alíquota geral, e esse ganho será reduzido para 0,5% ao ano, nos próximos cinco anos, a partir de 2026.

    Em entrevista ao Estadão, a ministra do MDB, que foi senadora pelo Mato Grosso do Sul, prevê que alguns setores de serviços, que dizem que terão aumento da carga tributária, serão mais “proativos” do que os próprios governadores durante a tramitação no Senado. Ela elogia o novo relator da reforma, Eduardo Braga (MDB-AM), que é do seu partido, e diz que ele terá capacidade de ouvir todos os setores.

    “O jogo vai começar a ser jogado no Senado a partir de agosto e aí cabe tudo – rever ou não exceção, avaliar se tira uma exceção e coloca outra, avaliar qual garante mais justiça social”, afirma.

    Para Tebet, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não vai antecipar o envio da reforma do Imposto de Renda sem antes combinar com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). “Se, porventura, ele sentir que isso vai atrapalhar a votação da reforma do consumo no Senado, ele aguarda”, avalia.