Teste de zika passa a ser obrigatório em planos de saúde

    Os exames serão assegurados para gestantes, bebês filhos de mães infectadas, bem como para os recém-nascidos com má-formação

    Foto: Alberto Coutinho GOVBA

    A partir do dia 6 de julho, gestantes e recém-nascidos poderão realizar, gratuitamente, os testes que indicam a infecção pelo vírus da zika pelos planos de saúde. Até então, o exame não era obrigatório; a decisão da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (6).

    Pela resolução, os seguros devem cobrir três tipos de exames: o PCR, para detecção do vírus nos primeiros dias da doença; o teste sorológico IGM, que identifica anticorpos na corrente sanguínea; e o IGG, para verificar se a pessoa já teve contato com o vírus da zika em algum momento da vida.

    Prioridade – Os exames serão assegurados para gestantes, bebês filhos de mães infectadas, bem como para os recém-nascidos com má-formação causada pelo vírus. A expectativa é de que sejam beneficiadas mais de 500 mil gestantes e quase dois mil bebês em todo o país. O grupo prioritário foi escolhido, segundo a ANS, pois há relação da infecção pelo vírus e a ocorrência de microcefalia.

    A Fundação Bahiafarma – laboratório de medicamentos público do Estado – já iniciou, nesta segunda, avaliações para negociar o teste com a rede privada de assistência à saúde. Por enquanto, a instituição é a única autorizada no país a produzir e comercializar um exame rápido para detecção de casos de zika. O kit desenvolvido pelo laboratório baiano custa R$ 35 e identifica, em apenas 20 minutos, se a pessoa tem zika ou teve a doença recentemente.

    Com informações do Correio.