Amoedo rebate Bolsonaro por críticas ao novo IVA: estaria disposto a abrir mão de privilégio?

    Ele afirmou que impostos não vão subir, mas lembrou que carga é alta para pagar R$ 42 mil de salário, mais de R$ 40 mil de aposentadoria e outras vantagens a ‘ex-presidente inelegível’

    Foto: Reprodução / Facebook

    Ex-presidenciável e fundador do partido Novo, o liberal João Amoedo voltou a rebater o bolsonarismo e sair em defesa da pauta econômica do governo Lula (PT), após Jair Bolsonaro (PL) criticar a reforma tributária aprovada pela Câmara dos Deputados.

    “A única certeza da Reforma Tributária do PT: a Receita vai arrecadar mais”, disse o ex-presidente em sua conta no Twitter, ao compartilhar uma matéria que aponta a possibilidade do IVA do Brasil chegar a 28% e figurar como “maior do mundo”.

    Para confrontar Bolsonaro, Amoedo afirmou que “não haverá aumento de impostos” com a reforma e aproveitou aproveitou para ironizá-lo ao elencar os elevados custos ao erário para manutenção do ex-presidente após o fim do mandato.

    “A alíquota do IVA irá manter a elevada carga tributária atual. Afinal, temos que pagar, com dinheiro público, para um ex-presidente inelegível, R$ 42 mil de salário pelo seu partido; R$ 12 mil de aposentadoria do Exército; R$ 30 mil de aposentadoria pelos seus 7 mandatos como deputado federal; 6 servidores para sua segurança e assessoria; 2 motoristas e 2 veículos à sua disposição”, provocou João Amoedo

    “Bolsonaro estaria disposto a abrir mão de algum privilégio ou seguirá deixando esta conta para o cidadão?”, concluiu o ex-presidente do Novo, que em 2018 foi apoiador do capitão, mas, mesmo crítico ao PT e à esquerda, optou por Lula no segundo turno de 2022, para evitar a reeleição de Jair Bolsonaro.